Depois de anos de dietas fracassadas um mal estar me levou a estudar sobre alimentação e o que aprendi me trouxe o bônus da eliminação de gordura. Aqui falarei da minhas experiências com o processo de melhoramento da saúde e eliminação de gordura que está contínua e progressiva, mostrarei minhas evoluções e, claro, compartilharei o que aprendi e o que vier a aprender.
sábado, 12 de maio de 2018
Como iniciei meu processo de emagrecer com dieta low carb
13 de maio de 2018
Eu saí do útero já bastante gordinho (acho que suguei tudo que minha mãe comeu durante a gravidez, pois ela era magérrima e assim continuou quando me pariu).
Nunca soube o que é ser magro, mas aprendi que de gordinho na infância você pode passar a gordo na adolescência e obeso na fase adulta.
Hoje, com 36 anos, finalmente minha vida está mudando depois de ter fracassado em todas as dietas que meuspais me impuseram na infância e eu resolvi tentar após meus 18 anos.
A principal causa dessa mudança que relatarei abaixo e mostrarei nas próximas postagens através de fotos antes/depois se tornaram possíveis graças à fase em que me encontro de avidez por novos conhecimentos.
Hoje me sinto compelido a estudar minúcias sobre os mai variados assuntos a partir do momento emque surgem dúvidas ou uma simples vontade de entender.
Foi assim que nos últimos tempos eu me tornei devorador de livros e aprendi desde aerodinâmica de aviões, passando pelas regras de vôo visual e por instrumentos, interpretação de cartas aéreas e pilotagem de Boings 737-800, até Bushido, a filosofia samurai.
Pela primeira vez em minha vida eu quis entender sobre saúde, nutrição, acúmulo e perda de gordura antes de voltar a fazer caminhada, almoçar sem repetir, visitar a sessão light/diet do supermercado, torrar meu dinheiro em pães integrais e ir dormir com fome por não poder comer nada após as 18 horas.
A ideia começou após indisposições durante as festividades do Natal de 2017 que emendaram com uma semana de febres altas entre os dias 27 de dezembro e 03 de janeiro (depois ainda convivi com estados febris de 37,5 graus até meados de janeiro, nódulos abaixo do maxilar até os últimos dias deste mês e dores musculares nas pernas e braços até a semana do carnaval).
Outro fato que me assustou foi ver que estava pesando 139,900 kg no dia 02 de janeiro quando fui ao PSF consultar (me lembrou a primeira vez que me percebi com mais de 100 kg e a primeira ultrapassagem da barreira dos 120 kg)
Cheguei a vasculhar meus arquivos no computador e analisar cada dieta da minha lista que tinha pérolas como aquela que promete perda de 7 kg em uma semana, mas eu queria mesmo era entender o que tinha que fazer para me tornar uma pessoa saudável, pois finalmente entendi que não existe gordo saudável (o próprio fato de estar acunulando excesso de gordura já é uma doença).
Analisei todas aquelas dietas e fui eliminando as que eu achava que teriam menos chance de dar certo, afinal, eu já havia fracassado com todas ao longo dos últimos anos.
Por fim restou apenas uma que arquivei com o nome de "dieta das proteínas".
Em 2011 eu descobri esta dieta e resolvi fazê-la. Não lembro exatamente quanto peso perdi, mas foi uma quantidade considerável em pouco tempo.
Por que desisti?
Falta de conhecimento.
Enquanto eu progredia, fui ouvindo conselhos (há, os conselhos) de parentes e amigos que me alertavam que eu estava colocando em risco a minha saúde (você vai enfartar com o excesso de gordura! seus rins vão ser prejudicados pelo excesso de proteínas! você é louco, já tem gordura no fígado e está comendo mais gordura!).
Considerei tudo o que me disseram os meus conselheiros e dei-lhes razão. Criei uma adaptação "menos perigosa para minha saúde". Afinal, neste momento eu já estava fazendo caminhadas diárias e até correndo alguns 10 minutinhos por dia, não haveria problema se eu trocasse os ovos com bacon do café da manhã por pão integral e margarina light, no almoço seria melhor voltar com o feijão e mesmo um pouquinho de arroz para cobrir o espaço deixado pela carne que agora eu reduzira. À tarde eu não ia comer pão integral todos os dias no lugar de queijo derretido ou incluído no omelete, mas alternaria com bananas amassadas com aveia e leite desnatado, tudo adoçado com adoçamte artificial (afinal, me aconselharam também a voltar a consumir muitas frutas, pois estas seriam essenciais para minha saúde e não engordavam).
De pequenas mudanças eu passei a incrementar sucos naturais de frutas e vitaminas de frutas com leite. Depois passei a me liberar um pouco mais nos fins de semana, mais tarde criei o dia do carboidrato liberado e logo já estava pedindo sanduiche no trabalho quando a fome batia lá pelas 20 horas e eu sabia que tinha que esperar até as 22 para ir para casa.
Não tardou muito o dia em que comecei a acordar no meio da madrugada com fome. Depois as roupas começaram a apertar e eu decidi que almentaria o ritmo ou duração dos exercícios.
Fracassei novamente. Os exercícios ficaram cansativos e ao invés de voltar a fazer no ritmo e tempo anteriores, simplemente fui abandonando. Muitas vezes, deixava a bicicleta no serviço e voltava para casa de carona para no outro dia ir trabalhar a pé só se me faltasse dinheiro para o taxi.
Voltei a comer como nunca e a engordar mais rápido que das outras vezes (efeito sanfona drástico).
Por que falhei?
Falta de força de vontade? Falta de comprometimento?
NÂO.
Me faltou conhecimento e hoje eu penso, que bom, pois se continuasse a comer muito embutido e a consumir gelatina diet todos os dias, além de gastar horrores em adoçante para colocar nas minhas várias xícaras de café diárias, ou se minhas adaptações pós-conselhos mantivessem-me emagrecendo à base de pão integral, leite e iogurtes desnatados, mais adoçantes e muito suco de frutas, talvez hoje minha saúde estaria mais comprometida do que ficou nestes 7 anos de engorda (encaixam-se neste período mais umas 3 ou 4 tentativas de comer menos que não surtiram, cada uma, em perdas maiores que 5 kg).
O que aprendi dessa vez?
O intuito desse blog é justamente responder a esta pergunta.
Minha proposta é compartilhar, em linguagem sempre que possível simples, tudo que aprendi e que está sendo efetivo nestes 4 meses de eliminação considerável de gordura (pesei-me dia 11/05/18 no mesmo PSF, na mesma balança e estava com 116,800 kg - meu peso decaiu 23,100 kg).
Já adianto que, ao invés de dieta, adotei o estilo de vida low carb, o qual estou variando para cetogênica (menos de 60 gramas de carboidratos diários através da diminuição de frutas e corte de alguns legumes) com intenção de adotar a dieta paleo (comer com a maior aproximação possível da alimentação dos nossos ancestrais da era paeolítica).
Mas, e os conselhos sobre execesso de gorduras e proteínas?
Ah, conselhos são só conselhos. Hoje ouço-os e, se tiver tempo e disposição, refutu-os embasado em tudo que estudei nos últimos 4 meses e continuo estudando, se não estiver com vontade de explicar nada, dou um sorriso e faço cara de quem não está nem aí para nada.
Em meio a posts diversos sobre obesidade (pretendo, inclisive, criar uma série de postagens curtas sobre dietas fracassadas e sobre situação engraçadas vividas durante as mesmas), saúde e emagrecimento, pretendo resumir e clarear as ideias centrais dasminhas fontes de pesquisa.
Também vou expor aqui minha evolução. Estou separando algumas fotos em que estou vestindo camisas que ainda hoje as tenho para fazer o antes/depois.
Na próxima postagem (15/05 - terça-feira), escreverei sobre meus novos hábitos alimentares, explicarei os motivos de estar sendo tão fácil seguir e esclarecerei pontos importantes sobre saúde e nutrição para você saber se blindar dos "conselheiros da saúde".
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